quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Presente pra ... VOCÊ!!!

Então, você agora deve estar se perguntando: o blogger de ideias vai me dar um presente?
Na verdade, até que sim!
Você  já se perguntou com que costuma se presentear?
Não vale aquela coisa de: compro pasta de dente , shampoo, sabonete, e assim vai, não, não vale isso!
Digo quando foi ultima vez que você se alto presenteou? assim do tipo, ver o objeto de desejo, sonhar com ele,  procurar preços e lojas e se idealizar com o tal presente.
E nem precisa necessariamente ser algo caro não, miudeza já conta.
Abaixo vou mostrar uma matéria bem interessante sobre isso, e depois vou expor meu presente ok!



O desejo, seu objeto e a linguagem

A teoria psicanalítica fala de um "desejo inconsciente cujo objeto falta", concepção que constitui o "cerne da psicanálise". O movimento do desejo cria um espaço que pretende ser preenchido por aquilo que se estabelece como seu objeto. Mas o encaixe nunca é perfeito, e o espaço é provisoriamente preenchido com outros objetos que inevitavelmente deixarão evidentes as lacunas que ainda permanecem.

Há uma diferença entre desejo e necessidade. Alguém tem necessidade de alguma coisa e isso é manifestado de forma tal que pode ser interpretada. Além da necessidade, há agora uma demanda, que se dirige ao outro. Estamos, portanto, no reino da linguagem que dá a esse processo um significado que independe da satisfação da necessidade. O que falta e o que é recebido é, agora, algo mais: não é apenas a coisa que pode satisfazer a necessidade, mas é a resposta à demanda. Isso é o desejo, um vazio que é constantemente renovado pela linguagem. Esse processo é inerente ao sujeito, por isso dizemos que essa falta é estrutural, isto é, está na sua constituição.

Há um "objeto perdido" que teria, no passado, propiciado uma experiência de completude. Esse objeto perdido seria a primeira experiência de satisfação, irrecuperável logo em seguida, sendo impossível ter novamente esse objeto. Não se está mais no nível da "pura necessidade", onde a pulsão viu-se satisfeita sem mediação psíquica. Esta primeira experiência de satisfação deixa um traço mnésico no psiquismo. 

E, mais tarde, quando o estado de tensão pulsional reaparecer, esse traço mnésico será reativado; este e a imagem/percepção do objeto serão reinvestidos. Porém, talvez se possa pensar que essa "primeira experiência" não exista, talvez ela seja um construto a partir do qual possamos elaborar uma reflexão teórica. Mas existe o pensar que ela existe. E é assim que se movimenta o desejo.

Pode-se, então, afirmar que o desejo "nasce de um reinvestimento psíquico de um traço mnésico de satisfação ligado à identificação de uma excitação pulsional". Desejo é esse movimento de "recolocação". Daí, tem-se que não existe, a rigor, a satisfação do desejo na realidade. A dimensão do desejo não tem outra realidade que a psíquica.

O que há é a satisfação da pulsão. Conceito este – pulsão – que está no limiar entre o orgânico e o psíquico. Poder-se-ia mesmo pensar que nessa "primeira experiência" já haja psiquismo e satisfação, havendo quase uma indiferenciação entre necessidade e pulsão. Esta última é traduzida em demanda, para que possa ser satisfeita. Sob esse enfoque, podemos ver as manifestações corporais da criança, de tensão ou de desprazer, que são interpretadas como signos pelo outro, pela mãe, por exemplo – tratam-se de signos que significam algo para alguém. Daí, tem-se que estamos já no reino da linguagem. 

Quando a mãe alimenta o seu bebê, ela ao mesmo tempo satisfaz a necessidade da criança (por alimento) e sua demanda, uma vez que a mãe responde aos signos que interpreta. O processo de demanda, então, está relacionado com uma alienação – a criança está alienada no desejo da mãe. Vê-se assim que os objetos da pulsão são construídos pela linguagem, não estão pré-determinados pela realidade, como os objetos da necessidade. O objeto da pulsão constitui-se, investido a partir do objeto da necessidade.

E o desejo? Fala-se em sua realidade: a evocação dos traços mnésicos da experiência de satisfação. Um caso clássico é o sonho: traz no bojo do seu conteúdo latente a realização do desejo – mesmo que manifestamente haja influído sobre ele os mecanismos deformadores da condensação e do deslocamento.

O desejo, então, nunca será satisfeito. Ele sempre se desloca. Um objeto se perde e em seu lugar põe-se uma infinidade deles, que nunca trarão o mesmo prazer do objeto perdido. "O desejo permanece, portanto, sempre insatisfeito, pela necessidade que encontrou de se fazer linguagem. Ele renasce continuamente, uma vez que está sempre, fundamentalmente, em outro lugar que não no objeto a que ele visa ou no significante suscetível de simbolizar este objeto. Em outras palavras, o desejo vê-se engajado na via da metonímia. (...) O desejo persiste em designar o desejo do todo (objeto perdido) pela expressão da parte (objetos substitutivos) ".


Bem queridos, quero deixar aqui a pergunta pra vocês:
Qual seu ultimo objeto de desejo?

Vale de minúsculas a grandiosas coisa, vale também simples objetos.
Vou deixar aqui um simples objeto que me dei, do seguinte modo primeiro passei pela confeitaria que vende esse tipo de louças, olhei desejei e guardei no pensamento, outro dia olhei de novo e pensei, quando der vou comprar uma dessa pro novo apê, ai numa bela manhã , quando voltei a confeitaria, eu me disse:

É hoje! hoje eu levo pra mim.
Vou ficar aguardando comentários com essas iniciativas de auto presenteamento, e a mais criativa vou publicar, um beijos a todos e até amanhã, se Deus assim quiser...

Kcriska


Image Map Image and video hosting by TinyPic

Leiam também.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens mais visitadas