domingo, 28 de novembro de 2010

"ANJOS CONDENADOS”


Os meus serviços na Polícia mostram-me todos os dias, a triste cena de crianças e adolescentes, verdadeiros “anjos”, condenados à morte devido ao envolvimento com as drogas e totalmente insanos, sem a menor perspectiva de futuro.

Por ser também pai, sinto no peito uma forte dor e um total sentimento de incompetência. Pois na verdade, eu não queria estar ali empunhando um fuzil, pistolas e granadas na cintura. Queria estar fazendo o que o estado por incompetência administrativa ou por interesses escusos, não faz satisfatoriamente. Isto é, investindo no social e na educação.

Quando a Polícia chega em alguma área de conflito, para interceder na ação de traficantes, sua maior dificuldade é a presença de crianças e membros da comunidade no meio da rua, em pleno tiroteio. A grande maioria está ali por ordem dos traficantes, para dificultar a ação policial e facilitar a fuga destes bandidos.

Talvez, algum de vocês esteja perguntando o porquê de agirem assim. Quando todos nós sabemos que são bandidos cruéis que só levam o mal, sem medirem esforços para atingirem seus objetivos. A resposta está exatamente no abandono que esse povo é notoriamente submetido por aqueles que foram eleitos por nós, para zelarem pelo bem estar de todos.

Isto se dá, em virtude de se sentirem abandonados e estarem a mercê destes bandidos por falta da proteção necessária do estado. Temendo por suas vidas e por não terem para onde ir, não vêem alternativa, que não seja acatarem as ordens dos temidos traficantes.

Ao analisarmos por esse ângulo, podemos chegar à conclusão de que a solução não passa de mera vontade política. Pois qualquer um de nós vê que a infra-estrutura e educação, é à base da solução destes problemas. Um trabalho voltado pro social, que leve lazer, segurança, melhor qualidade de vida através do saneamento básico, moradias dignas, mais emprego e um investimento pesado na educação e saúde, de forma que fossem oferecidos a todos, independente de classe, raça ou posição social, é sem dúvida o caminho certo para uma solução.




Mas enquanto o Governo não decide tomar providências e o povo não decide se unir em busca de uma solução cabe a cada um de nós fazer sua parte. O que não podemos é continuarmos omissos, assistindo passivamente, nosso povo ser atingido por “balas” perdidas e o futuro de nosso país sendo destruído pelo vício das drogas.

Digo o futuro sendo destruído, porque se não tomarmos uma iniciativa agora, num futuro breve, teremos uma nação governada por viciados em entorpecentes. E se isso acontecer amigos, será o APOCALIPSE.

Sendo assim, chegou à hora de deixarmos o egoísmo de lado e começarmos a nos mobilizar em busca de uma solução que no mínimo, nos permita transitar pelas ruas, com um maior percentual de chances de voltarmos ilesos pra casa.

 O que fazer? Em primeiro lugar, precisamos nos conscientizar de que as drogas é o um terrível mal que destrói não só a vida dos que se relacionam com ela. Atinge diretamente toda a família de quem a usa e indiretamente pode atingir a qualquer um de nós através das guerras entre traficantes e policiais, conforme vemos diariamente nos jornais e tv, notícias de pessoas atingidas por “balas” perdidas.

Agora, uma vez conscientes, precisamos conscientizar da mesma forma, todos os que usam e que não usam essa maldição, de que só existem três caminhos oferecidos pelas drogas que são: O “FUNDO DO POÇO”, CADEIA OU MORTE.

Para conseguirmos conscientizar alguém sobre isso, é necessário travarmos um diálogo constante, mostrando a verdade sem cortes, com uma linguagem clara e transparente.

Fale sobre suas conseqüências no organismo, sobre as conseqüências sofridas quando desrespeitamos as leis, mostre para eles as notícias nos jornais e tv, tente visitar uma cadeia (É importante que vejam com seus próprios olhos, como é a privacidade da liberdade), hospitais e clínicas de recuperação de drogados, depoimentos de famílias que sofreram esse drama, ao terem um filho viciado por drogas, enfim, mostre tudo a ele sem o menor temor.

Uma vez conscientizado, será mais difícil perdê-lo pro tráfico e mais fácil recuperá-lo. É importante que saibam e tenham plena consciência de que o viciado é responsável por todas as mortes causadas pelo tráfico de entorpecentes e coniventes. Pois se ele não comprasse a droga, o traficante não teria dinheiro para comprar armas possantes e munições. Munições estas que ao serem disparadas nas guerras entre os traficantes, atingem inocentes.


De forma que hão de concordar que o viciado é um patrocinador do tráfico. É ele quem fomenta essa indústria do crime, tornando-a cada vez mais ousada, a ponto de dizimarem vidas e vidas, diariamente.

É extremamente necessário, conscientizarmos todos de tudo isto. Acredito que a partir do momento, que todos estiverem conscientes do mal que as drogas causam e do mal que causam a sociedade, ao fazerem uso dela, o número de usuários será bem menor e conseqüentemente, os traficantes serão menos ousados.

Outro passo importantíssimo, em busca de uma melhor segurança, é denunciarmos todos os tipos de crimes, sem nos expor.
Para isso, você pode usar o disk denúncia, cujo telefone é:
21-22531177.



Um crime que me constrange muito e me deixa preocupado, além do tráfico de entorpecentes, é a corrupção. Principalmente as cometidas por bandidos infiltrados na Polícia. Digo bandidos infiltrados na polícia, porque não acredito que exista policial bandido. Se for policial, não é bandido.E se é bandido, não é policial. O que acontece e muito, é a existência de bandidos infiltrados na polícia.

Por uma falha dos responsáveis pela seleção destes homens ao ingressarem nas polícias, eles conseguem infiltrar-se e usam a carteira para extorquirem, corromperem e praticarem as mais inescrupulosas modalidades de crimes.Não obstante, auxiliados por uma imprensa que por estar voltada exclusivamente pro capitalismo, não se preocupa em separar o joio do trigo, induzindo a população a generalizar e denegrindo desta forma a imagem das polícias. Por isso, peço a todos que denunciem esses bandidos infiltrados nas polícias. Precisamos identificá-los e eliminá-los.

Se agirmos assim, todos nós ganharemos e continuaremos podendo sonhar com um belo futuro para nossa nação.
Comece já! A hora é agora.

 Um abraço a todos do amigo:
 Pedro Chagas

Tags: tráfico, drogas, anjos, balas perdidas, polícia. Image Map Image and video hosting by TinyPic

DIZER NÃO, TAMBÉM É UMA FORMA DE AMAR!"

A matéria de hoje do nosso querido, "TIRA METIDO A ESCRITOR", vem abordar um assunto que envolve todo ser humano, a criação dos filhos. Qual pai ou mãe, nunca se perguntou se em determinado momento da criação de seus filhos nunca errou?, então leiam e reflitam sobre o tema:


  DIZER NÃO, TAMBÉM É UMA FORMA DE AMAR!

O tema que desenvolvo hoje surgiu após uma cena que presenciei em uma delegacia de polícia do RJ, em que trabalhei. Nele eu falo de um assunto muito importante em nossas vidas e que a maioria das pessoas, pelos motivos mais diversos, acaba por desrespeitá-lo. Que são os LIMITES!

 Era uma tarde de verão e eu  encontrava-me em frente à 16ª DP (Barra da Tijuca – RJ) pronto para atender uma ocorrência na favela da Rocinha. Aguardava meus colegas para que procedêssemos, quando chegou uma viatura da Polícia Militar conduzindo um jovem de aproximadamente 23 anos, preso por tráfico de entorpecentes. Esta cena passaria despercebida, uma vez que já fazia parte de nosso cotidiano, se não fosse à chegada de um carro importado, de onde desceu um senhor de cabelos grisalhos de aproximadamente 65 anos, que estava muito nervoso, querendo notícias de seu filho.

O rapaz encontrava-se no cartório da delegacia sendo autuado em flagrante por tráfico.  E lá fora, este senhor procurava saber notícias, perguntando a todos, sem obter resposta. Em certo momento um policial militar envolvido na ocorrência, aproximou-se dele e falou: “Meu tio, o que o Senhor é deste rapaz?” Imediatamente respondeu: “Sou seu pai.” O policial de uma forma indelicada, lhe disse: “Bom, o seu filho foi preso e está neste momento sendo autuado por tráfico de entorpecentes. Mas, não adianta o senhor ficar nervoso aí não. Ele precisava de ti antes de entrar nessa vida. Agora ele precisa é de um bom ADVOGADO”.

 Ao ouvir isso do policial, este senhor debruçou-se na parede e começou a chorar convulsivamente. Eu não fazia parte da ocorrência e mesmo que fizesse nada poderia fazer para ajudá-lo. Mas, por ser pai, confesso que sabia perfeitamente o quanto era intensa sua dor. E mesmo não podendo fazer nada, senti uma necessidade imensa de me aproximar e tentar levar a este senhor uma palavra amiga. E o fiz. Aproximei-me e coloquei a mão sobre seu ombro e disse: Calma, amigo!

Ao me olhar e perceber que eu era policial, começou a desabafar falando: “Amigo, este é o meu único filho. Tem 24 anos, faz Direito na faculdade GAMA FILHO; é poliglota (fala quatro idiomas); mora aqui na Barra da Tijuca com a mãe, da qual sou separado. Eu moro nos Estados Unidos. Porém, embora eu esteja distante, procuro me fazer presente através de telefonemas, e-mails... Não deixo faltar nada. Eu nunca disse um não pra esse menino. Onde foi que errei?”.

Chegou o momento de  atendermos a ocorrência e me despedi pedindo calma e fui. No trajeto,  pensando em suas palavras , cheguei à conclusão de que errou justamente por nunca ter dito um não para seu filho.
Infelizmente a grande maioria dos pais, acha que seus filhos só perceberão que os ama, se lhe disserem sempre sim. Um erro que pode culminar em dores sem proporção. Sei o quanto é doloroso dizer não pra quem amamos. Principalmente quando  trata-se de um filho!. Mas se não agirmos assim, acabamos por não criarmos limites. E quando os limites são desconhecidos, deixamos de respeitar o direito do próximo por desconhecermos  nossos limites. O que gera uma infinidade de conflitos e problemas que nem sempre tem solução. E quando há não nos isenta da dor !

Por isso digo com convicção que dizer Não, também é uma forma de amar! É necessário impormos limites e ensinarmos as conseqüências por não respeitá-los. Os nossos limites, os limites do próximo e os limites da lei, não podem ser desconhecidos.
Devemos orientá-los, mostrando-lhes o caminho a seguir. Dizendo NÃO em certos momentos e situações, mesmo que tenhamos condições de dizer sim, com o objetivo de ensiná-lo a caminhar sozinho, sem que desrespeite os limites. É necessário lhe darmos o anzol e a vara pra pescar e não o peixe.  Se não fizermos assim, nunca saberão transpor os obstáculos da vida e certamente procurarão o caminho que acharem mais fácil, não se importando em desrespeitar os limites da lei e os seus próprios limites.


Certa vez eu li um texto de um autor americano que se chamava “Pais maus”, que acabou por me inspirar pra escrever uma matéria. E impressionado com a forma como uma senhora do estado de São Paulo, administra o amor por seus filhos, acabei por escrever uma matéria com seu nome, que se chamou: PRECISAMOS DE MAIS MARIAS RITAS!”. O que tem em comum nas duas matérias é a forma com que os pais da matéria “PAIS MAUS” e a Maria Rita de minha matéria, administram o amor por seus filhos. Ambos souberam dizer NÃO em diversas ocasiões e situações e hoje colhem deliciosos frutos, que é o reconhecimento de seus filhos e seus futuros promissores.

Não  importem-se em serem chamados de “caretas”. O importante é o bem estar de seu filho. Hoje, podem não entenderem! Mas amanhã, lhes serão muito gratos e você, FELIZ!]
Sendo assim, comece dizendo NÃO para: As más companhias (que são o passaporte para o crime); Imponha horário para que cheguem e saiba sempre onde estavam e o que faziam. Ensine a fazer! Não faça por eles. Converse, mostrando-lhes a realidade sem censura.O diálogo é importantíssimo!.

Mostre que são seus pais e seus melhores amigos, antes que um criminoso os adote. Diga não sem receio. Pois, dizer NÃO, também é uma forma de amar!

Pedro Chagas
(Um Tira metido a escritor!)
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